23 de outubro a 21 de novembro
Orfeu e a Descida ao Mundo Subterrâneo
Poeta
e trovador, Orfeu cantava e tangia sua lira com tamanho talento que os
animais selvagens se calavam e as árvores se inclinavam para ouvi-lo.
Quando sua esposa, a ninfa Eurídice, morreu ao ser picada por uma cobra,
o jovem ficou tão inconformado que decidiu descer ao mundo do deus das
profundezas, Hades, onde vagavam as almas, para resgatá-la. No reino das
trevas, a música e a voz divinas de Orfeu lhe abriram passagem: o feroz
cão Cérbero, que guardava a entrada, deixou-o passar e o barqueiro
Caronte o conduziu na travessia do rio, onde os mortos se banhavam para
esquecer o passado.
Sua prova de amor comoveu até os deus e sua esposa, Perséfone, que concordaram em devolver Eurídice. Com uma condição, porém: ao sair do mundo das sombras, Orfeu iria à frente, seguido pela mulher, mas não poderia olhar para trás em hipótese alguma. O poeta aceitou a imposição e estava quase fora quando foi dominado pela dúvida: e se tudo não passasse mesmo de um estratagema e Eurídice não estivesse ali, junto dele?
Orfeu não aguentou. Voltou-se e viu Eurídice se esvair como fumaça. O herói ainda tentou retornar, mas dessa vez sua entrada não foi permitida.
Escorpianos: os nativos desse signo de extremos não temem descer ao nível mais profundo das emoções, como fez Orfeu na visita ao mundo subterrâneo. Sempre arrebatados pela paixão, como o herói trovador, se sentem irresistivelmente atraídos pela exploração de tudo o que é oculto, secreto e reprimido. Nada pior, para Escorpião, que viver de forma superficial.
Escorpião em todos nós: A energia escorpiana se manifesta nos momentos em que experimentamos a sensação de morte e renascimento. Depois de descer às escuras profundezas do sofrimento, da tristeza e do desânimo, emergimos para a luz curados, renascidos e mais fortes. O espírito do Escorpião aparece também quando mergulhamos no mundo das emoções de forma intensa e apaixonada.
(Texto extraído da revista Bons Fluídos - Edição outburo de 2006)
Sua prova de amor comoveu até os deus e sua esposa, Perséfone, que concordaram em devolver Eurídice. Com uma condição, porém: ao sair do mundo das sombras, Orfeu iria à frente, seguido pela mulher, mas não poderia olhar para trás em hipótese alguma. O poeta aceitou a imposição e estava quase fora quando foi dominado pela dúvida: e se tudo não passasse mesmo de um estratagema e Eurídice não estivesse ali, junto dele?
Orfeu não aguentou. Voltou-se e viu Eurídice se esvair como fumaça. O herói ainda tentou retornar, mas dessa vez sua entrada não foi permitida.
Escorpianos: os nativos desse signo de extremos não temem descer ao nível mais profundo das emoções, como fez Orfeu na visita ao mundo subterrâneo. Sempre arrebatados pela paixão, como o herói trovador, se sentem irresistivelmente atraídos pela exploração de tudo o que é oculto, secreto e reprimido. Nada pior, para Escorpião, que viver de forma superficial.
Escorpião em todos nós: A energia escorpiana se manifesta nos momentos em que experimentamos a sensação de morte e renascimento. Depois de descer às escuras profundezas do sofrimento, da tristeza e do desânimo, emergimos para a luz curados, renascidos e mais fortes. O espírito do Escorpião aparece também quando mergulhamos no mundo das emoções de forma intensa e apaixonada.
(Texto extraído da revista Bons Fluídos - Edição outburo de 2006)
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